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3G levará banda larga a brasileiros sem acesso
João Cox, presidente da Claro, se diz satisfeito com a decisão da Anatel

Fonte: Thaís Costa
Autor: Gazeta Mercantil

A banda larga pela rede celular de terceira geração (3G) será o grande diferencial que Claro, estão prestes a oferecer aos brasileiros, sejam clientes ou não. E os maiores beneficiários serão os internautas sem acesso a outro tipo de banda larga, como o cabo de operadoras de TV ou o fio de cobre do telefone fixo com o ADSL. "Todo mundo sabe que o ADSL perde capacidade ao se distanciar das centrais telefônicas e que a TV a cabo não chega a todos os bairros", comenta o presidente da Claro, João Cox.

Ele se diz muito feliz com a decisão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), na semana passada, de finalmente permitir que as três teles obtenham a autorização para estrear os serviços de terceira geração. As três empresas implantaram uma rede (restrita) de 3G na faixa ociosa de 850 MHz, mas tiveram problemas na aprovação de suas licenças para operação. Isso resultou do fato de haver uma ala de conselheiros da Anatel que entendia que a 3G só poderia ser transmitida na faixa selecionada para isso, 1,9 GHz a 2,1 GHz. Na semana passada, porém, chegou-se a novo consenso na Anatel e as demais faixas foram liberadas.

Resta, neste momento, que as operadoras cadastrem seus equipamentos junto à Anatel (as que haviam feito o processo terão de fazê-lo novamente) e recebam a autorização de praxe para colocar a estação radiobase em operação. A rede da Telemig está implantada em Belo Horizonte, a da Claro abrange seis capitais (São Paulo, Porto Alegre, Rio, Fortaleza, Recife e Belo Horizonte).

Campanhas publicitárias e apetrechos (telefones e modems) já foram adquiridos pelas teles e estão à espera de desembarcar nas lojas. Alguns já circulam hoje, com a tecnologia 2,5 G e poderão ser aproveitados quando houver 3G. A expectativa é grande com relação aos modems que são fáceis de transportar e podem conectar laptops e computadores de mesa.

As velocidades de tráfego da rede de terceira geração (no mínimo 2 Mbps) vão mudar os paradigmas da banda larga brasileira, acredita Cox. "Na última pesquisa, viu-se que 77% dos clientes de banda larga têm menos de 1 Mbps de velocidade. Esses vão poder se beneficiar muito", disse Cox. Ele garante que haverá tarifas acessíveis e que a proximidade do Natal vai alavancar a saída da 3G.


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Saiba quais são as vantagens da rede 3G para celulares
São Paulo - Terceira geração abre caminhos para downloads mais rápidos e acesso mais amplo à internet a partir do celular.

Fonte: IDG Now!
Autor: Daniela Moreira

Após um longo período de indefinições e adiamentos, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) marcou para 18 de dezembro o leilão das faixas de 1,9 GHz e 2,1 GHz para a implementação da terceira geração de celular no Brasil. Na prática, a estréia das redes 3G - como é mais conhecido o padrão - marca a chegada em peso da banda larga ao celular dos brasileiros, abrindo portas para downloads mais rápidos e acesso mais amplo à internet a partir do telefone móvel.

Velocidade é o principal benefício oferecido pela terceira geração de telefonia celular. As redes 3G garantem uma velocidade de tráfego de dados em média 15 vezes maior que as atuais. A tecnologia mais popular atualmente para a oferta de serviços de 3G (uma combinação do WCDMA/UMTS - evolução do GSM - com a tecnologia voltada a acelerar downloads HSDPA), permite chegar a 800 Kilobits por segundo (Kbps) de velocidade média de conexão, enquanto o GPRS - tecnologia mais utilizada hoje em celulares GSM - suporta uma média de 50 Kbps.

Segundo o cronograma estabelecido pela Anatel, cerca de 3,6 mil municípios em todo o País terão cobertura do serviço 3G em até oito anos. Mas na opinião do analista Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco, os serviços de terceira geração podem chegar a alguns consumidores ainda neste ano, caso a Anatel também libere a faixa de 850 MHz, antes destinada à tecnologia TDMA, para a oferta de 3G.

Neste caso, operadoras como a Claro e a Telemig, que já têm redes prontas para a oferta de 3G em testes, podem lançar os serviços comercialmente ainda em 2007 ou no início do próximo ano, segundo Tude. A agência já sinalizou ser favorável ao movimento, que foi colocado para avaliação em consulta pública no início deste mês.

Uma das exigências do edital é que as empresas serão obrigadas a cobrir todos os municípios com menos de 30 mil habitantes da área em que adquirirem espectro - o território nacional foi dividido em 11 regiões para o leilão - em até dois anos depois da assinatura dos contratos, ou seja, até o início de 2010.

Além da universalização, o leilão da freqüência para implementação de 3G vai permitir às operadoras trabalhar com um maior espectro, desafogando suas redes atuais. Ao trabalhar com um espectro mais amplo, as teles poderão oferecer planos de minutos mais vantajosos em preços para os clientes, sem sobrecarregar a rede, na avaliação de Tude.

Outra tendência é a de que, com redes mais rápidas, os usuários consumam mais serviços que exigem maior banda, como vídeo, downloads, serviços de localização e mapas e a própria navegação na internet.

A Anatel já homologou sete modelos de celulares 3G para serem vendidos no Brasil - um da LG, cinco da Nokia e um da ZTE.

A projeção é de que, em 2010, as vendas mundiais de celulares 3G atinjam 500 milhões de unidades, superando pela primeira vez as vendas de aparelhos 2G, que ficarão na casa dos 400 milhões de unidades vendidas, segundo a consultoria internacional Strategic Analytics.